Não é nenhuma supresa ouvir falar de que o mercado acionário é cíclico e reflete o cenário econômico ao longo do tempo. Quando eu lí um artigo publicado por Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora de Valores em "Papo de Mercado", me trouxe á memória as palavras de meu professor de história americana, quando eu ainda estava no High School no estado de New Jersey-EUA. Ele dizia " Tudo o que acontece em um país, por mais distante que seja esse país em relação ao nosso país, irá afetar diretamente ou indiretamente nossas vidas e nossos negócios, ou seja, nossas aplicações". Algumas provas disso, é que no período de 1994/2003, sob o governo de Fernando Henrique Cardoso, várias crises econômicas no exterior geraram volatilidade.
O contraste disso, foi em 2004, primeiro mandato do presidente Lula, coincidentemente a economia mundial entrou num ciclo de crescimento robusto e a China ampliou sua exposição como potência mundial. O reflexo disso, veio na bolsa de valores, que ofereceram excelentes ganhos. O Ibovespa saltou de 20 mil para 73 mil pontos em meados do primeiro semestre de 2008, quando surgiu a crise econômica global. Outro exemplo, após valorização de 83% em 2009, a expectativa era de que o ano de 2010 também fosse positivo para o Ibovespa. Contudo, o agravamento da crise da Europa, a fragilidade da economia dos EUA e temores de que a alta inflação na China teria que ser combatida com duras medidas tiraram o brilho no mercado acionário global.
Citando ainda mais outro exemplo, o que aconteceu recentemente esse ano de 2011 no Egito e também na Líbia, com as reviravoltas e toda a tensão com os problemas políticos internos nesses países, refletiram negativamente no preços das ações, principalmente em papéis de companhias petrolíferas. Segundo Pedro Galdi em seu artigo, a dificuldade de alguns países da Europa em conter o déficit público e realizar ajustes profundos pode gerar momentos de volatilidade no mercado financeiro. Ele ainda diz de que, os EUA tendem a mostrar recuperação, ainda lenta, fazendo com que o melhor desempenho fique com os emergentes como o Brasil. Pedro Galdi, ainda aproveita para dar algumas dicas, do que os investidores devem ter em suas carteiras de ações para 2011. O que segundo ele, a visão é montar uma carteira com maior participação de ações relacionadas a consumo local e algumas de empresas relacionadas a commodities, porém somente de companhias que sofram menos com o cenário externo, como por exemplo: CONSUMO - Lojas Renner, Pão de Açúcar, BrasilFoods, Natura, Light, Telemar, Gol e CCR. COMMODITIES - Vale, Petrobrás, Fibria e Gerdau.

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