sexta-feira, 8 de abril de 2011

"Debêntures...Devo investir ou não devo investir??..."



Olá, como sou leitor fiél da Revista Invista e algumas outras, eu gostaria de falar um pouco sobre um assunto talvez um pouco conhecido por alguns. Trata-se das debêntures, consideradas uma das principais formas de captação de recursos das empresas. Ainda que não muito difundidas, já começam a figurar na carteira de pequenos investidores. Esta matéria do mês de Março-Abril de 2011, explica com mais detalhes este assunto, trazendo a explicação de profissionais e especialistas da área financeira.

As debêntures, são títulos de dívida de médio e longo prazo emitidos por empresas, que conferem ao detentor do título, o debenturista, um direito de crédito contra a emissora. Assim, ao comprar uma debênture, o investidor passa a ser credor da empresa. Essas informações básicas sobre o que é uma debênture, faz com que uma nova pergunta seja levantada; quando o assunto é risco e retorno, o que vale mais a pena: ser credor ou acionista da empresa? A professora Myrian Lund da FGV, explica que, como credor o investidor tem mais segurança em termos de rentabilidade, já que já pactua, atencipadamente, quando vai ganhar. No caso de ações, por outro lado, o retorno vai depender dos resultados da empresa, o que torna o investimento mais incerto e arriscado. Além disso, em termos de garantia, a debênture é mais segura, pois, em caso de falência da empresa, os credores recebem antes dos acionistas.
        
 Uma coisa muito importante, e que apesar de serem diferentes, a professora resume dizendo de que, "Uma aplicação, no entanto, não substitui a outra, já que são diferentes. Elas se complementam e podem muito bem fazer parte de uma mesma carteira". Como qualquer outro investimento, e sempre necessário um planejamento criterioso e uma avaliação prévia, sobre todos os detalhes que involva qualquer investimento.
        
 Em se tratando das debêntures, e importante olhar para elas como um importante instrumento de diversificação, e também importante resaltar de que não haja concentração e que o objetivo do investidor seja de longo prazo. Além da possibilidade de diversificação, outra vantagem da modalidade, segundo Ricardo Nardini, gerente executivo de educação e certificação da Anbima, tem sido a remuneração, pois muitas vezes tem sido mais alta que a paga pelos títulos públicos. "Enquanto um título público paga, por exemplo, 100% do CDI, uma debênture pode pagar 105%, 110% do CDI. O motivo, seria porque a debênture tem o risco de crédito do emissor e, como em toda aplicação, o investidor tem um prêmio por esse risco.