sexta-feira, 8 de julho de 2011

A mídia durante essa semana anunciou veementemente de que o desempenho da Bovespa teve um resultado um tanto pífio, quando comparado com o desempenho apresentado pelas outras bolsas de valores. Portanto, eu gostaria de fazer menção neste artigo, um artigo publicado no Finanças Inteligentes que eu achei super instrutivo e um tanto informativo, trazendo com mais detalhes essa questão que tanto tem sido anunciada pela mídia. Espero que gostem!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
É um exagero a Bovespa ser a pior bolsa do ano?
Os veículos de comunicação começaram a panfletar esta semana que o desempenho da Bovespa este ano está entre as piores bolsas do mundo. A nossa queda anual é maior do que o Nikkei (Japão) que sofreu com os efeitos do terremoto e Atenas (Grécia) que sofreu com os efeitos da crise fiscal do governo grego. Esta visão limitada gera uma falsa impressão, pois tanto no Japão quanto na Grécia os mercados estão em bear market, ou seja, há muito tempo estas bolsas operam em tendência de queda. No caso da Bovespa a tendência de baixa iniciou em novembro de 2010. Isso significa que o movimento está muito recente para ser considerado um bear market, portanto vamos deixar de lado estas comparações sem embasamento que a mídia adora fazer. A Bovespa não está em bear market, o nosso mercado está operando dentro de uma congestão (entre 58k a 72k).

Focando em nosso mercado, vamos analisar se faz algum sentido a bolsa cair tanto este ano. Em primeiro lugar a bolsa sempre vai tentar antecipar o cenário econômico futuro, para entender melhor o porque disso ("ou desentender") recomendamos ler o artigo "A complexidade da economia em um mercado imprevisível". Pois então, qual cenário econômico futuro o mercado nacional está tentando precificar? Vou responder esta pergunta apenas com uma palavra: crédito.

O último ano do governo Lula inundou o mercado de crédito, praticamente qualquer um podia ir no banco solicitar um empréstimo. O crédito é importantíssimo para o crescimento econômico, mas ele deve ser dosado para evitar bolhas futuras. No caso do Brasil temos mais um agravante, a grande massa populacional não tem noções básicas de educação financeira e lidar com empréstimos exige um conhecimento mínimo dos efeitos dos juros compostos. Resultado? Os consumidores brasileiros agora parecem estar sobrecarregados, gastando mais que um quarto de suas rendas para o pagamento de empréstimos. Este nível é superior ao verificado nos Estados Unidos no período anterior à crise de 2008.

Em contrapartida a renda do brasileiro aumentou ao mesmo tempo em que o desemprego diminuiu e mais uma vez a dosagem "passou do ponto". O aumento da renda pressionou demais a demanda interna que passou a consumir mais e consequentemente os preços dos produtos subiram, gerando um forte cenário inflacionário. Por consequência da disparada da inflação o Banco Central elevou a taxa básica de juros (taxa selic) para desaquecer a economia e frear a demanda interna. Mas o aumento da taxa básica de juros atraiu o capital externo, muitos investidores estrangeiros entraram em nosso mercado para comprar taxa de juros, ou seja, comprar renda fixa. Essa enxurrada de dólares jogou o nosso câmbio para baixo fortalecendo o real e deixando os produtos importados mais baratos, de 2006 até 2011 as importações simplesmente dobraram.

Os produtos importados invadiram o nosso mercado pegando a indústria brasileira totalmente incapacitada de competir com os estrangeiros (principalmente os chineses). Resumindo, a economia brasileira está encurralada, o emprego e a renda devem que continuar aumentando para impedir uma disparada na inadimplência (já que a população está endividada), porém o Banco Central está sendo obrigado a utilizar políticas de aperto monetário para desaquecer a economia e controlar a inflação. Percebeu como a conta não fecha? A política econômica está totalmente desencontrada, a queda na Bovespa apenas reflete o descontentamento do mercado com a nossa economia.

O fechamento da semana no Ibovespa foi péssimo. Há duas semanas atrás houve confirmação de fundo temporário na linha de retorno do canal de baixa aos 61k, mas o índice reverteu o cenário após testar a região dos 64k e marcou configuração de topo pelos candles no semanal. No médio prazo o Ibovespa permanece dentro da tendência intermediária de baixa de sua grande zona de congestão entre 58k a 72k.


Nos Estados Unidos o desemprego alto continua preocupando o governo Obama. A economia do país criou apenas 18 mil empregos em junho, um número muito baixo, o mercado esperava criação de 125 mil postos de trabalho. Com isso a taxa de desemprego norte-americana subiu para 9,2%, maior nível desde dezembro do ano passado. Dow Jones corrigiu nesta sexta-feira parte da alta conquistada na semana, o índice fechou com um spinning top marcando indecisão para próxima semana.


O principal mercado na Europa (DAX - Alemanha) também fechou esta semana em indecisão com um doji após a forte alta da semana anterior. A proximidade com o TH pode facilitar o reaparecimento da pressão vendedora por lá.
 Já o mercado chinês fechou a semana em alta, assim como os demais mercados asiáticos. Reparem como a Bovespa descolou até mesmo dos mercados emergentes. A bolsa de Xangai subiu e realizou o teste na média móvel simples de 50 períodos e poderá encontrar alguma dificuldade para o rompimento desta média no curto prazo



sexta-feira, 8 de abril de 2011

"Debêntures...Devo investir ou não devo investir??..."



Olá, como sou leitor fiél da Revista Invista e algumas outras, eu gostaria de falar um pouco sobre um assunto talvez um pouco conhecido por alguns. Trata-se das debêntures, consideradas uma das principais formas de captação de recursos das empresas. Ainda que não muito difundidas, já começam a figurar na carteira de pequenos investidores. Esta matéria do mês de Março-Abril de 2011, explica com mais detalhes este assunto, trazendo a explicação de profissionais e especialistas da área financeira.

As debêntures, são títulos de dívida de médio e longo prazo emitidos por empresas, que conferem ao detentor do título, o debenturista, um direito de crédito contra a emissora. Assim, ao comprar uma debênture, o investidor passa a ser credor da empresa. Essas informações básicas sobre o que é uma debênture, faz com que uma nova pergunta seja levantada; quando o assunto é risco e retorno, o que vale mais a pena: ser credor ou acionista da empresa? A professora Myrian Lund da FGV, explica que, como credor o investidor tem mais segurança em termos de rentabilidade, já que já pactua, atencipadamente, quando vai ganhar. No caso de ações, por outro lado, o retorno vai depender dos resultados da empresa, o que torna o investimento mais incerto e arriscado. Além disso, em termos de garantia, a debênture é mais segura, pois, em caso de falência da empresa, os credores recebem antes dos acionistas.
        
 Uma coisa muito importante, e que apesar de serem diferentes, a professora resume dizendo de que, "Uma aplicação, no entanto, não substitui a outra, já que são diferentes. Elas se complementam e podem muito bem fazer parte de uma mesma carteira". Como qualquer outro investimento, e sempre necessário um planejamento criterioso e uma avaliação prévia, sobre todos os detalhes que involva qualquer investimento.
        
 Em se tratando das debêntures, e importante olhar para elas como um importante instrumento de diversificação, e também importante resaltar de que não haja concentração e que o objetivo do investidor seja de longo prazo. Além da possibilidade de diversificação, outra vantagem da modalidade, segundo Ricardo Nardini, gerente executivo de educação e certificação da Anbima, tem sido a remuneração, pois muitas vezes tem sido mais alta que a paga pelos títulos públicos. "Enquanto um título público paga, por exemplo, 100% do CDI, uma debênture pode pagar 105%, 110% do CDI. O motivo, seria porque a debênture tem o risco de crédito do emissor e, como em toda aplicação, o investidor tem um prêmio por esse risco.

sexta-feira, 11 de março de 2011

" O Vai e Vem da Bolsa de Valores..."


Não é nenhuma supresa ouvir falar de que o mercado acionário é cíclico e reflete o cenário econômico ao longo do tempo. Quando eu lí um artigo publicado por Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora de Valores em "Papo de Mercado", me trouxe á memória as palavras de meu professor de história americana, quando eu ainda estava no High School no estado de New Jersey-EUA. Ele dizia " Tudo o que acontece em um país, por mais distante que seja esse país em relação ao nosso país, irá afetar diretamente ou indiretamente nossas vidas e nossos negócios, ou seja, nossas aplicações". Algumas provas disso, é que no período de 1994/2003, sob o governo de Fernando Henrique Cardoso, várias crises econômicas no exterior geraram volatilidade.
          
 O contraste disso, foi em 2004, primeiro mandato do presidente Lula, coincidentemente a economia mundial entrou num ciclo de crescimento robusto e a China ampliou sua exposição como potência mundial. O reflexo disso, veio na bolsa de valores, que ofereceram excelentes ganhos. O Ibovespa saltou de 20 mil para 73 mil pontos em meados do primeiro semestre de 2008, quando surgiu a crise econômica global. Outro exemplo, após valorização de 83% em 2009, a expectativa era de que o ano de 2010 também fosse positivo para o Ibovespa. Contudo, o agravamento da crise da Europa, a fragilidade da economia dos EUA e temores de que a alta inflação na China teria que ser combatida com duras medidas tiraram o brilho no mercado acionário global.
         
 Citando ainda mais outro exemplo, o que aconteceu recentemente esse ano de 2011 no Egito e também na Líbia, com as reviravoltas e toda a tensão com os problemas políticos internos nesses países, refletiram negativamente no preços das ações, principalmente em papéis de companhias petrolíferas. Segundo Pedro Galdi em seu artigo, a dificuldade de alguns países da Europa em conter o déficit público e realizar ajustes profundos pode gerar momentos de volatilidade no mercado financeiro. Ele ainda diz de que, os EUA tendem a mostrar recuperação, ainda lenta, fazendo com que o melhor desempenho fique com os emergentes como o Brasil. Pedro Galdi, ainda aproveita para dar algumas dicas, do que os investidores devem ter em suas carteiras de ações para 2011. O que segundo ele, a visão é montar uma carteira com maior participação de ações relacionadas a consumo local e algumas de empresas relacionadas a commodities, porém somente de companhias que sofram menos com o cenário externo, como por exemplo: CONSUMO - Lojas Renner, Pão de Açúcar, BrasilFoods, Natura, Light, Telemar, Gol e CCR. COMMODITIES - Vale, Petrobrás, Fibria e Gerdau.

terça-feira, 8 de março de 2011

"Ações....Um ótima opção de investimento"



Eu gostaria através dessa postagem, incentivar aqueles que não tem conhecimento em ações, a ter essa opção de investimento em seu portfólio. Uma das mais importantes e bem-sucedidas formas de investimento é o mercado de ações. Surpreendentemente, para muitos brasileiros é uma novidade. Mas se você observar bem, irá ver que esta é uma aplicação que há seculos vem ajudando famílias a amealhar riquezas.
          

Para aqueles que nunca ouviram falar nessa modalidade de investimento, ao assistir o vídeo interativo, irá compreender de que, comprar ações na bolsa de valores é, portanto, uma forma de participar dos resultados gerados pelas empresas, em sua atividade. Ou seja, você passa a ser co-participante nessa empresa, fazendo de você nada mais nada menos do que também um sócio dessa empresa. Logicamente, quanto maior for o lucro que elas apurarem a cada exercício, maior também será seu quinhão, já que cada ação representa uma unidade do capital de uma empresa.
        
 Não poderia deixar de mencionar de que, o maior risco para quem investe na bolsa é se associar a negócios que não prosperem. Por isso mesmo, as crises financeiras não vão destruir seu partrimônio se você for sócio de empresas sólidas e bem administradas, que atravessem esses momentos sem abalos em sua estrutura. Concomitantemente, vale lembrar de que, quem quer investir em açoes não pode perder de vista que o mercado é um espelho que reflete as condições das empresas. Companhias que estão crescendo, gerando lucros e pagando bons dividendos vão, necessariamente, ter bons preços para seus papéis na bolsa de valores. Bem, de qualquer forma, o importante é conhecer, para esperar, confortavelmente, que as crises passem. Porque, assim como é certo de que as crises sempre vão existir em algumas épocas, também é certo que elas vão passar.

quinta-feira, 3 de março de 2011

CPMF: o fantasma que ronda solto



Um assunto que ronda entre os representantes políticos, é a substituição de um encargo tributário, com o objetivo segundo eles, de aumentar a competitividade da empresa brasileira, e também incentivar o emprego formal (com carteira assinada), desestimulado pelo alto custo dos encargos sociais. Segundo o que indica, é a substituição de uma tributação nociva por outra, preferencialmente menos nociva - segundo Celso Ming, em seu artigo publicado no Estado de São Paulo.

Uma das propostas é a taxação por meio do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), sobre uma base ainda a ser definida. Particularmente, o que achei interessante, e que inclusive foi até comentado por Celso Ming é que o IOF é um tributo regulatório, que tem como finalidade calibrar fluxos financeiros e não para arrecadar. É só lembrar, as ações macroprudenciais do governo, quando aumentou o IOF em 6% na entrada de capitais destinados ás aplicações de renda fixa, cujo objetivo era conter a entrada de recursos.

Então, onde é que entra o CPMF? Bem, essa é a opção preferencial do governo, porque é o imposto mais fácil de arrecadar, justamente porque cai diretamente na conta do Tesouro a cada movimentação bancária, sem necessidade de declaração e sem esforço de coletoria. A safadeza toda é que, esse imposto é um tributo cumulativo, ou seja, incide em cascata sobre todas as fases da produção e da distribuição, além de outros problemas. Faça essa pergunta para você mesmo: Por que os os políticos querem a volta da CPMF? Simplesmente, rsrrsrs porque eles querem aumentar a arrecadação e não substituir um tributo. Essa é uma desculpa velha de guerra e é sempre canalha porque todos sabem que as despesas com saúde são financiadas por dotação orçamentária. é o resultado da arrecadação de uma CPMF qualquer acaba sempre no caixa do Tesouro. Resumindo.......... que pouca vergonha...

quarta-feira, 2 de março de 2011

"Novidades e novidades" no cenário Político!


Eu estive lendo um artigo essa semana, publicado pelo Estado de São Paulo, pela jornalista e professora da Puc-Rio, Suely Caldas. Particularmente, sou fascinado pelos artigos publicados por essa jornalista Suely Caldas. Analisemos bem o que foi publicado por ela. A questão em debate é sobre os pobres e os ricos do Nordeste. Escandalosamente, o que se vê acontecendo no Nordeste, e que a persistência da pobreza no Nordeste é muito mais decorrente da incompetente gestão dos políticos locais do que da falta de recursos públicos, que muitas vezes são mal-intencionados.

Para onde é que o dinheiro vai então? Pois o dinheiro sai de Brasília, passa pelo governo do Estado, mas não chega á população. Consequentemente, a população pobre dessas regiões continuará sofrendo pela má gestão pública de representantes que outrora foram colocados á cargo em função não somente do estado mas, principalmente da população.

O engraçado é que, além de ser uma realidade já vista pela população brasileira há anos, não vemos sequer uma iniciativa na tentativa de mudar essas questões e freiar essa bancada de corruptos, que agem em detrimento de suas próprias opulências.